quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

EMBAIXADORA NOS ESTADOS UNIDOS

É com imenso prazer que comunico que a aluna GABRIELLE COELHO VIEIRA DE CAVALHEIRO, do 3º A, da E.E. JÚLIO RIBEIRO, foi selecionada para participar do programa "JOVENS EMBAIXADORES", patrocinado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
Ela concorreu com mais de quatro mil estudantes de todo o país, onde ficou entre os 35 estudantes escolhidos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

DENUNCIE A CORRUPÇÃO

Governo cria site para receber denúncias de corrupção


A Controladoria-Geral da União (CGU) colocou no ar hoje na Internet, seu portal de combate à corrupção. O portal está sob a responsabilidade da Presidência da República e tem até instruções passo-a-passo para quem se interessar em fazer uma denúncia. O denunciante deve entrar no endereço www.planalto.gov.br/cgu/, e clicar em "Saiba como fazer sua denúncia". O serviço não funciona como um disque-denúncia da polícia, pois a pessoa tem de se identificar, informando desde a o número da identidade até o endereço, com CEP.
Segundo as instruções do site, "A denúncia deve observar os seguintes requisitos:

a)envolver órgão ou entidade do Poder Executivo Federal, ou tratar de recursos públicos dele originados;
b) descrever a irregularidade que implique lesão ou ameaça de lesão ao patrimônio público;

c) conter fundamentação mínima que permita sua apuração".

Milton F.da Rocha Filho

O Estado de São Paulo

terça-feira, 20 de outubro de 2009

ÁFRICA



África

País mais populoso:Nigéria 126,635,626
Maior país:Sudão
Ponto mais alto: Kilimanjaro5,895 m
Rio mais longo:Rio Nilo 6,825 km
Maior lago:Lago Victoria69,500 km
Maior Deserto:Deserto do Sahara 9,065,000 km



Com terras situadas nos dois hemisférios, a África limita-se ao norte com o mar Mediterrâneo; a nordeste com o canal de Suez, o mar Vermelho e o golfo de Áden; a leste com o oceano Índico; ao sul com os oceanos Atlântico e Índico; e a oeste com o oceano Atlântico.
É cercada por várias ilhas e arquipélagos, como Madagascar, Reunião, Maurício, Seychelles, no oceano Índico; e Madeira, Canárias e Cabo Verde, no oceano Atlântico.

Aspectos naturais:
Relevo: Os principais aspectos do relevo são: na região do Maghreb, a cadeia do Atlas, cujo pico é o monte Tubkhal (4.165m); o grande planalto desértico do Saara, no sul, com as depressões de Qattara (Egito) e Bodelê (Tchad), a bacia do Níger e as cadeias vulcânicas de Ahaggar (Argélia) e de Tibesti (Tchad); abaixo do planalto do Sudão, destacam-se a bacia do Congo, o monte Cristal e o planalto dos grandes lagos, com os pontos culminantes do continente: os montes Kilimanjaro (5.895m), Quênia (5.199m), Ruwenzori (5.119m) e Elgon (4.321m); no nordeste do vale de Rift, o maciço da Abissínia.

Hidrografia: A maior bacia fluvial da África é a do rio Congo. O rio Nilo, com 6.690km, é o mais longo do mundo. O Zambeze e o Limpopo correm para o Índico. O Orange, o Níger, o Gâmbia e o Senegal desembocam no Atlântico.
Os principais lagos africanos são: o Vitória, segundo do mundo em superfície, com 69.485km², o Tanganica, o Rodolfo, o Alberto, o Eduardo e o Niassa.

Clima: O clima quente predomina na maior parte da África, tanto na zona tropical -- úmida no verão e seca no inverno -- quanto na zona equatorial, com temperaturas elevadas e chuvas abundantes.
Nos grandes desertos, como o Saara e o Kalahari, as temperaturas são altas de dia e baixas à noite. No norte e no sul predomina o clima seco de tipo mediterrâneo.
Fauna e flora: Ao norte e ao sul da selva equatorial, estendem-se as savanas, com sua vegetação herbácea e árvores de grande porte, como o baobá. Nos desertos, a cobertura vegetal é escassa, exceto nos oásis, onde crescem palmeiras. Nas zonas temperadas há bosques baixos de pinheiros e carvalhos e vegetação de arbustos (maquis).
A fauna é uma das mais ricas do mundo. Na floresta equatorial há muitas aves, símios (chimpanzés e gorilas), répteis e anfíbios. Na savana, rinocerontes, girafas, elefantes, hipopótamos, leões, leopardos e hienas. No deserto, chacais, insetos e répteis. Na zona mediterrânea, lebres, cabras, raposas e aves de rapina.
Aspectos demográficos:
Composição étnica: O povo africano divide-se em vários grupos étnicos. Ao norte do Saara, do Marrocos ao Egito, vivem povos mediterrâneos -- caucasóides e semitas (árabes) – e também estão presentes elementos negróides.
Ao sul do Saara, na chamada África negra, os pigmeus da selva equatorial, os bosquímanos e hotentotes dos desertos e planaltos meridionais, os sudaneses das savanas e os grupos bantos da África central e austral.
Os nilóticos ocupam a bacia do alto Nilo Branco e planaltos vizinhos. Grupos mongolóides (malgaxes) habitam Madagascar. Os europeus preferem os grandes centros urbanos.
Língua: Falam-se na África cerca de mil línguas diferentes. O árabe domina na região setentrional, onde também idiomas camitas são falados por berberes e tuaregues. Na África subsaariana predomina o banto, com grande diversidade de dialetos, dos quais o mais importante é o suaíle. Falam-se ainda o africânes (na África do Sul), o inglês, o francês e o português.Estrutura demográfica: A densidade demográfica é baixa, sobretudo nas áreas desérticas, nas zonas montanhosas da África oriental e na costa sudoeste.
A população concentra-se no litoral do Mediterrâneo, onde ficam algumas das principais cidades do continente, como Marrakech, Casablanca, Argel, Alexandria e Cairo), na bacia do Senegal (Dakar), nos planaltos orientais (Adis Abeba), no golfo da Guiné (Lagos, Ibadan) e na África do Sul (Johannesburgo, Durban e Cidade do Cabo).

Aspectos econômicos:
Agricultura: Nas áreas mediterrâneas, cultivam-se cereais, videiras, oliveiras, frutas e legumes. Nas faixas tropicais, cacau, café, chá, algodão, seringueiras, banana e cana-de-açúcar. Na zona equatorial, exploram-se madeiras de valor comercial (mogno, ébano).
Indústria: A atividade industrial concentra-se na África do Sul (siderurgia, têxteis, alimentos), no Zimbábue (máquinas, siderurgia, tecidos e cimento), na Argélia (óleos vegetais, máquinas agrícolas), no Egito (metalurgia), em Angola (pescado), na República Democrática do Congo (antigo Zaire) e em Zâmbia (mineração).

Energia: A África conta com excelentes fontes de energia hidrelétrica. As principais represas são as de Assuã, no Egito; Owen Falls, em Uganda; Akosomba, em Gana; e Kariba, entre Zâmbia e o Zimbábue. Na região do Saara há grandes reservas de petróleo e gás natural.

Mineração: Na África do Sul, jazidas de ouro, diamantes, urânio e níquel. Na República Democrática do Congo, cobre, zinco, chumbo e estanho. Na Nigéria, estanho. Em Zâmbia e na República Democrática do Congo, cobalto. Em Gana e no Congo, manganês. No Marrocos, Argélia e Tunísia, fosfato.

Transporte: O deficiente sistema de transportes, com poucas estradas em condições de uso, dificulta o comércio. As principais vias navegáveis -- rios Congo, Nilo, Níger e Zambeze -- são prejudicadas pelas corredeiras. O transporte aéreo tem papel importante na integração do continente, e os principais aeroportos são os de Kinshasa, Lagos, Dakar, Cairo, Cidade do Cabo e Johannesburgo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ADIAMENTO DO ENEM

Conforme noticiado pelos meios de comunicação, o ENEM, que seria realizado neste final de semana, 03 e 04 de outubro, foi cancelado, pois vazaram gabaritos das provas.
A próxima prova deverá ser realizada em 45 dias.
Fiquem atentos e aproveitem para se prepararem melhor
.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VESTIBULAR UNIFESP

Estão abertas até 30/09/2009 as inscrições para o vestibular da UNIFESP (UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO).
Entre no site e confira os cursos oferecidos.
http://www.unifesp.br/index.php

sábado, 29 de agosto de 2009

INSCRIÇÕES FUVEST

As inscrições para o vestibular da FUVEST, começam em 31/08/2009.
Os interessados devem preencher a ficha pela internet no site: www.fuvest.com.br, até 11 de setembro e pagar a taxa de inscrição, no valor de R$ 100,00.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

ÍNDIA


Com uma população de mais de um bilhão de habitantes, o país vê sua economia desenvolver-se, mas não consegue superar a milenar pobreza.
DADOS PRINCIPAIS
ÁREA: 3.287.782 km²
CAPITAL DA ÍNDIA: Nova Délhi
POPULAÇÃO: quase 1,2 bilhão
MOEDA DA ÍNDIA: rúpia indiana
NOME OFICIAL: República da Índia (Bharat Juktarashtra).
NACIONALIDADE: indiana
DATA NACIONAL: 26 de janeiro (Proclamação da República); 15 de agosto (Independência); 2 de outubro (aniversário de Gandhi).
GEOGRAFIA DA ÍNDIA:
LOCALIZAÇÃO: centro-sul da Ásia
FUSO HORÁRIO: + 8 h30min em relação à Brasília
CLIMA DA ÍNDIA : clima de monção (maior parte), clima tropical, equatorial (S), árido tropical (NO), de montanha (N)
.CIDADES DA ÍNDIA (PRINCIPAIS): : Mumbai (ex-Bombaim), Calcutá, Nova Délhi; Madras, Bangalore.
COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: indo-arianos 72%, drávidas 25%, mongóis e outros 3% (censo de 1996).
IDIOMAS: hindi (oficial), línguas regionais (principais: telugu, bengali, marati, tâmil, urdu, gujarati).
RELIGIÃO: hinduísmo 80,3%, islamismo 11% (sunitas 8,2%, xiitas 2,8%), cristianismo 3,8% (católicos 1,7%, protestantes 1,9%, ortodoxos 0,2%), sikhismo 2%, budismo 0,7%, jainismo 0,5%, outras 1,7% (em 1991).
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 329 hab./km2
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 1,6% ao ano (1995 a 2000)
TAXA DE ANALFABETISMO: 44,2% (censo de 2000).RENDA PER CAPITA: US$ 3.019 (estimativa 2005).
ECONOMIA DA ÍNDIA :Produtos Agrícolas: algodão em pluma, arroz, chá, castanha de caju, juta, café, cana-de-açúcar, legumes e verduras, trigo, especiarias, feijão.Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, camelos, búfalos, aves.Mineração: minério de ferro, diamante, carvão, asfalto natural, cromita.Indústria: alimentícia, siderúrgica (ferro e aço), têxtil, química e medicamentos.

ESTADOS UNIDOS




GEOGRAFIA DOS ESTADOS UNIDOS (Física e Humana)

Divisão Administrativa: 50 estados e uma capital federal (Washington DC)
Localização: centro da América do Norte
Fuso Horário: - 2 horas em relação à Brasília
Clima dos Estados Unidos : temperado continental (L), subtropical (SE), de montanha (centro e Montanhas Rochosas), árido tropical (SO), mediterrâneo (costa O), árido frio (NO).
Cidades dos Estados Unidos (principais): Nova Iorque, Los Angeles; Chicago, Houston, Filadélfia, Washington DC, São Francisco, Miami, Detroit.Estados dos Estados Unidos: Alabama, Alasca, Arizona, Arkansas, Califórnia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Connecticut, Dacota do Norte, Dacota do Sul, Delaware, Flórida, Geórgia, Havaí, Idaho, Illinois, Indiana, Iowa, Kansas, Kentucky, Luisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississípi, Missouri, Montana, Nebrasca, Nevada, Nova Hampshire, Nova Iorque, Nova Jérsei, Novo México, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Tennessee, Texas, Utah, Vermont, Virgínia, Virgínia Ocidental, Washington, Wisconsin, Wyoming.
Composição da População: euramericanos 84%, afro-americanos 12%, asiáticos 3%, ameríndios 1% (1996) (censo de 1996).
Densidade Demográfica: 31 hab./km2.
Crescimento Demográfico: 0,8% ao ano (1995 a 2000).

CULTURA E DADOS SOCIAIS

Idioma: inglês (oficial).
Religião: cristianismo 85,3% (protestantes 57,9%, católicos 21%, outros cristãos 6,4%), judaísmo 2,1%, islamismo 1,9%, sem filiação 8,7%, outras 2% (em 1995).
Taxa de Analfabetismo: menor do que 5% (censo de 2000).

ECONOMIA DOS ESTADOS UNIDOS :

Produtos Agrícolas: tabaco, milho, soja, sorgo, batata, beterraba, trigo, outros cereais.
Pecuária: : bovinos, suínos, aves.
Mineração: petróleo, gás natural, carvão, minério de ferro, minério de cobre, alumina, prata, urânio.
Indústria: equipamentos de transporte, alimentícia, máquinas, química, metalúrgica, gráfica e editorial.
Renda per capita: US$ 41.400 ( estimativa 2006).

BARAK HUSSEIN OBAMA, é o primeiro presidente negro eleito nos EUA, tomando posse num momento difícil.
Obama quer unir os maiores partidos dos EUA, Democratas (do qual faz parte) e Republicano, para enfrentar os problemas do país.
Uma das primeiras medidas de Obama foi fechar a prisão da base de Guantánamo, onde estão presos acusados de ligação com o terrorismo.
Propôs ainda o início de conversações com países hostis aos EUA, como IRÃ, SÍRIA E CUBA. Fala em retirada das tropas do Iraque, mas evita marcar prazos.
Apresentou um pacote de centenas de bilhões de dólares para reativar a economia. Estão previstas obras públicas, com o objetivo de que sejam criados 3 milhões de empregos em dois anos.

É BOM SABER !




SUDÃO

O maior país da África encerrou em 2005 uma guerra que durou cinco décadas entre o governo muçulmano e guerrilheiros cristãos e animistas no sul.

A região de Darfur, no oeste, é palco de sangrentos combates até hoje. O governo tenta neutralizar um movimento separatista.





IRAQUE



















País destruído por três guerras ao longo de pouco mais de duas décadas, o Iraque está ocupado por tropas de outras nações.

Os curdos, que dominam o norte do país, formam o único grupo étnico declaradamente a favor da presença militar estrangeira.



MIANMAR
A antiga Birmânia é governada desde 1999 por uma junta militar acusada de violação de direitos humanos.
Em março de 2006, a capital foi transferida de Yangun para Pynmana, que recebeu o nome de Nay Pyi Taw. O governo procura isolar-se da pressão popular.










segunda-feira, 10 de agosto de 2009

GUERRILHAS NA COLÔMBIA


























Independente da existência hoje dois grandes grupos guerrilheiros em atividade na Colômbia, a FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a ELN (Exército de Libertação Nacional), é um fato histórico a sobrevivência do bandoleirismo nas regiões rurais mais afastadas. Resultado este, o banditismo social, do infeliz convívio de um latifúndio em expansão com uma guerra civil permanente. Desde o século passado, e ainda em tempos bem mais remoto, bandos armados viviam de assaltos e de pilhagens das fazendas, minas e dos vilarejos do interior. Pode-se considerá-los, a tais bandos, como uma espécie de resistência arcaica, de origem agrária e indígena, reagindo ao domínio do governo colonial espanhol, e depois à hegemonia do crioulo colombiano (branco de origem ibérica), configurada nos dois grandes partidos governantes.FARC/ ELN: o primeiro deles, a FARC - liderado por Tirofijo, o mais antigo chefe guerrilheiro ainda em atividade -, surgiu em 1959, inspirado da vitoria de Fidel Castro em Cuba. Foram os comunistas colombianos quem o organizaram, estimando o número dos seus combatentes em 22 ou 25 mil guerrilheiros. O segundo desses movimentos, o ELN, veio um pouco depois e sua inspiração é guevarista. Cada um deles a seu modo são tributários da teoria foquista que visa chegar ao poder não pelos procedimentos democráticos mas pela luta armada revolucionária. Até uns dez anos atrás seus recursos vinham das pilhagens, dos seqüestros (a Colômbia é recordista mundial nesta nefanda prática), dos confiscos forçados e das taxas de proteção cobradas às empresas e aos fazendeiros.

AMÉRICA LATINA















A América Latina engloba 20 países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Ainda na América Latina existem mais 11 territórios que não são independentes, portanto não podem ser considerados países, mas, ainda assim, latinos.




A América Latina atualmente apresenta uma grande diversidade étnica. Foi primeiramente povoada pelos povos conhecidos como ameríndios, ou os povos pré-colombianos. A partir do século XVI, com a chegada dos europeus, há o início de novas relações: as terras do Novo Continente são divididas entre espanhóis e portugueses, de acordo com seus interesses. São os primeiros grupos europeus que passam a povoar e colonizar a chamada América. No contexto do capitalismo em sua fase comercial, e em função da não adequação dos nativos aos trabalhos forçados traz-se para o continente o elemento negro. Oriundos da África subsaariana são trazidos na condição de mercadoria pelos europeus, escravizados. Esse sequestro de negros, se fez via migração forçada para colônias - principalmente o Brasil e o Caribe.
Essas migrações fizeram de toda a América Latina uma região extremamente plural em sua composição étnica. Em todos os países é possível encontrar a presença dos povos que habitavam o continente americano antes da vinda dos europeus, embora grande parte dos mesmos tenha sido dizimada: no México, por exemplo, ainda é grande a herança e a influência da civilização
Asteca. Os peruanos também têm forte influência da civilização Inca, antiga habitante do oeste da América do Sul. Peru, Guatemala e Bolívia são os países da América Latina cuja maioria da população é descendente de ameríndios.
A cultura de origem africana também é muito presente na América Latina. Os países do
Caribe, ademais do Brasil, Venezuela e Colômbia apresentam forte influência africana. O Haiti é um país cuja esmagadora maioria da população é negra (apesar da colonização francesa e do idioma pátrio do Haiti ser o francês). O Brasil também tem grandes concentrações de descendentes de negros africanos e abriga a maior população negra fora da África (considerando-se todos aqueles que, formalmente, tem ancestrais africanos).
Após a segunda metade do
século XIX, o sul da América Latina (a região do Cone Sul da América do Sul) recebeu uma nova leva de imigração européia em função da situação política e econômica que a Europa vivenciava. Assim, majoritariamente, italianos, espanhóis, portugueses e alemães se assentaram na Argentina, Chile, Uruguai e no sul e sudeste do Brasil. Aproximadamente no mesmo período, muitos povos do Oriente Médio (como os libaneses, os sírios, os turcos) e do Extremo Oriente (chineses, coreanos e japoneses) também migraram, em grande maioria para o Brasil.

CONFLITOS NA ÁSIA - CAXEMIRA













A Índia e o Paquistão são naçoes criadas a partir da desagregação do Império Britânico das Índias, em 1947.



O conflito na Caxemira se refere à disputa territorial entre a Índia e o Paquistão (e entre a Índia e a China), pela Caxemira, a região localizada ao extremo noroeste do subcontinente indiano.
A Índia reivindica a totalidade do antigo estado principesco antigo
Dogra de Jammu e Caxemira e atualmente administra cerca de 43% da região, incluindo a maior parte de Jammu, Caxemira, Ladakh e a o Glaciar de Siachen. A alegação da Índia é contestada pelo Paquistão, que controla cerca de 37% da Caxemira, principalmente Caxemira Livre e as regiões setentrionais de Gilgit e Baltistão. Além disso, a China controla 20% da Caxemira, incluindo Aksai Chin que ocupava na sequência da breve Guerra sino-indiana de 1962 e da área Trans-Karakoram, também conhecida como o Vale Shaksam, que foi cedida pelo Paquistão em 1963.
A posição oficial da Índia é que Caxemira é uma "parte integrante" da Índia, enquanto a posição oficial do Paquistão é que a Caxemira é um território disputado cujo estatuto final só pode ser determinado pelo povo da Caxemira. Alguns grupos caxemires acreditam que a Caxemira deve ser independente da Índia e do Paquistão
Índia e Paquistão se enfrentaram em três guerras ao longo do território da Caxemira em
1947, 1965 e 1999. Índia e China em uma vez em 1962, pelo controle de Aksai Chin, bem como o nordeste do estado indiano de Arunachal Pradesh. Índia e Paquistão também se envolveram em diversas escaramuças do Glaciar de Siachen. Desde a década de 1990, o estado indiano de Jammu e Caxemira tem sido atingido por confrontos entre caxemires separatistas, incluindo militantes que a Índia alega serem apoiadas pelo Paquistão e as Forças Armadas do Paquistão, que causaram milhares de mortos.

CONFLITOS NA ÁFRICA - RUANDA E ANGOLA















Os conflitos atuais da África são, motivados pela combinação de causas variadas, embora predomine, um determinado componente étnico (Ruanda, Mali, Somália, Senegal), religioso (Argélia), ou político (Angola, Uganda). Isto sem contar os litígios territoriais, muito frequentes na África Ocidental. No meio desses conflitos que atormenta a África neste final de século, estão vários povos e nações que buscam sua autonomia e sua autodeterminação face a poderes centrais autoritários, exercidos muitas vezes por uma etnia majoritária.
Algumas dessas guerras tem ultrapassado todos os limites de crueldade, como a que se verifica em Ruanda e Burundi, opondo as etnias tutsi e hutu. Em 1994, a guerra em Ruanda já tinha provocado 4 milhões de refugiados, metade da população do país, e milhões de mortos. Os hutus são maioria da população, mas são os tutsis que dominam a vida política e econômica destes países desde que os antigos colonialistas belgas promoveram representantes deste etnia a postos de mando administrativo.
Na Somália, oito clãs disputam o poder numa guerra civil que dilacerou completamente o país. Na Libéria, a guerra interna matou mais de 150 mil pessoas e produziu cerca de 700 mil refugiados. Cifra semelhante pode ser verificada na vizinha Serra Leoa. A situação não é muito diferente em países como o Chade ou Sudão. Enfim, são vários e vários conflitos sem perspectivas imediatas de pacificação. Acordos e negociações têm sido tentados, mas sem muito sucesso. Talvez Angola possa se transformar numa exceção, face a mais uma tentativa de paz acordada entre o Movimento pela Libertação de Angola (MPLA), no governo, e o seu arquirival, a União Total para a Libertação de Angola (UNITA), organização que durante muitos anos recebeu apoio dos EUA e do criminoso regime do appartheid sul-africano.


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EUROPA: ETA, IRA E OS CONFLITOS NO CÁUCASO



ಗ್ರುಪೋ ETA





CÁUCASO
GRUPO IRA




Os bascos possuem cultura e língua próprias, ocupam uma região ao norte da Espanha e uma parte do território Francês.
O grupo ETA ( Euzkadi Ta Askatasuna, na língua basca, cujo significado é"PÁTRIA BASCA E LIBERDADE")foi fundado em 1959 e luta pela autodeterminação do País Basco e da Navarra, por meio de ações armadas, nas quais os alvos são membros da guarda civil e do governo espanhol.
O IRA surgiu durante o final dos anos 60, auto-designando-se defensor da minoria católica do Norte, cujos esforços para obter direitos civis de forma pacífica obtiveram como resposta a violência da maioria protestante unionista. Até aos anos 90, a organização levou a cabo atos terroristas como ataques furtivos, bombas e assassinatos, num esforço de conseguir a independência de Inglaterra e reunificar a província com a República da Irlanda. O Sinn Fein, que quer dizer “Nós Sozinhos” em gaélico, é o braço político do IRA.

Após 1989, o desaparecimento da URSS permitiu a criação de três novos Estados (Armênia, Geórgia e Azerbaijão), enquanto que as seis repúblicas ciscaucasianas permaneceram no seio da Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle do Karabak, região do Azerbaijão, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia deve enfrentar o separatismo na Abecásia, assim como na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito explodiu em dezembro de 1994 na Chechênia, onde as forças armadas russas tentam submeter pela força os nacionalistas chechenos do general Djokar Doudaiev, que recusam a adesão à Federação Russa e reclamam independência.

A região do Cáucaso é um verdadeiro caldeirão étnico e religioso, marcado por tensões que atenuaram-se com o esfalecimento da União Soviética (URSS). Após a queda do império soviético a Geórgia tornou-se uma nação independente, porém herdou regiões que acabaram em seu território por acaso, como a Ossétia do Sul e a Abcásia, cuja maioria da população é de cidadania russa e que não possuem fortes vínculos com o país que integram atualmente. Em 1990 esses dois enclaves declararam-se independentes da Geórgia, que por sua vez continua a admitir que os territórios ainda são seus. Trata-se dos “conflitos congelados” do Cáucaso. Que pelo visto começaram a esquentar.
Desde a Revolução das Rosas, em novembro de 2003, a Geórgia vem tentando se aproximar cada vez mais do ocidente, em especial dos Estados Unidos. Seu presidente, Mikhail Saakashvili, originalmente soviético, estudou em universidade americana e faz questão de dar entrevistas internacionais utilizando seu inglês fluente. As relações com os americanos se intensificaram e estes realizaram investimentos importantes, deram ajuda financeira e até mesmo modernizaram as Forças Armadas georgianas, em conjunto com a Otan.
A localização estratégica do país -localizado no meio da rota dos combustíveis fósseis que vão da Ásia Central à Europa sem passar pelo território da Rússia- justifica a aproximação da Geórgia com os norte-americanos e contribui para intensificar os interesses russos na região.
Além disso, a Geórgia não esconde suas pretensões de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte, o que é extremamente ofensivo aos olhos de Moscou, que sente-se irritada com a ideia de ter as fronteiras da OTAN estendidas à porta de casa.
Dessa forma, a aproximação com os europeus e americanos desagrada o Kremlin, que percebe aos poucos o afastamento da Geórgia e de outros países de sua área de influência.
A solução encontrada para atrapalhar ao máximo a aceitação da Geórgia na OTAN seria esquentar os conflitos nas tais áreas separatistas, acreditando na ideia de que a aliança ocidental não aceitaria um país que encontra-se em conflito com a poderosa Rússia.
A ofensiva russa realizada há pouco tempo, e que chamou a atenção da comunidade internacional é, portanto, resultado desse jogo de interesses. Onde a Rússia permanece ao lado dos separatistas tendo isso como desculpa para o envio de tropas a região. O que fontes afirmam ter ocorrido de maneira “desproporcional” às ações georgianas, chocando a todos pelo fato dos ataques terem sido realizados em territórios georgianos fora da zona de conflito, forçando a Geórgia a buscar ajuda militar internacional.
Após diversos projetos de resolução apresentados pela ONU e rejeitados pelo governo russo, e um cessar-fogo que acabou não sendo respeitado, a Rússia finalmente começa a retirar suas tropas da Geórgia, porém o conflito ainda não se encontra completamente resolvido.
Os Conflitos no Cáucaso são uma série de guerras civis, conflitos separatistas e/ou conflitos étnicos, e até mesmo conflitos entre nações, que ocorrem na região do Cáucaso desde o desaparecimento da URSS ao fim da Guerra Fria. Grande parte do traçado das fronteiras existentes na região do Cáucaso é arbitrário e artificial e foi em grande parte estabelecido entre 1922 e 1936 pelo ditador soviético Josef Stalin, governadas com a mão-de-ferro pela URSS, essas repúblicas só teriam problemas étnicos e religiosos aflorados após a desintegração da antiga potência comunista, que permitiu a independência de três novos Estados e que atualmente fazem parte da CEI (Comunidade de Estados Independentes): Armênia, Geórgia e Azerbaijão na porção sul do Cáucaso, na área denominada Transcaucásia. Enquanto que na porção norte do Cáucaso, denominada de Ciscaucasia encontram-se 8 repúblicas e regiões autônomas que permaneceram no seio Federação Russa. As três novas repúblicas são confrontadas a graves dificuldades econômicas e são vítimas de múltiplos conflitos: a Armênia e o Azerbaijão disputam o controle de Nagorno Karabakh, região do Azerbaijão, mas habitado majoritariamente por armênios, reclamada e ocupada pela Armênia em total desrespeito aos tratados por ela assinados, enquanto que a Geórgia enfrenta o separatismo na Abkházia e na Ossétia do Sul. Além disso, no território da Federação Russa, um conflito as repúblicas da Chechênia, Daguestão e Inguchétia almejam a independência.
Os conflitos são de interesse global, uma vez que a região é um ponto estratégico devido aos
oleodutos que atravessam o Cáucaso, ligando as reservas de petróleo e gás no Azerbaijão e Cazaquistão a Moscou e aos portos da Europa, que se tornaram assuntos estratégicos.

A QUESTÃO ÉTNICO CULTURAL

ORIENTE MÉDIO - A QUESTÃO PALESTINA




MURO DAS LAMENTAÇÕESIGREJA SANTO SEPULCRO







MESQUITA DE ROCHA




No início da década de 1990, com a desmontagem da velha ordem mundial baseada na bipolarização, chegou-se a pensar que o mundo entraria em um período de paz e solidariedade entre os povos. O que não aconteceu. Período esse conhecido como a nova "Desordem Mundial", que ocorreu após o término da Guerra Fria e o fim do conflito Leste-Oeste.

A partir desse momento os conflitos deixaram de ser ideológicos (capitalismo x socialismo) e passaram a ser influenciados por questões separatistas, religiosas e étnicas.



Durante a Primeira Guerra Mundial, a Turquia lutou ao lado da Alemanha e, derrotada, viu-se privada de todas as suas possessões no mundo árabe. A Palestina passou então a ser administrada pela Grã-Bretanha, mediante mandato concedido pela Liga das Nações.
Depois de 1918, a imigração de judeus para a Palestina ganhou impulso, o que começou a gerar inquietação no seio da população árabe. A crescente hostilidade desta última levou os colonos judeus a criar uma organização paramilitar – a Haganah – a princípio voltada para a autodefesa e mais tarde também para operações de ataque contra os árabes.
Apesar do conteúdo da Declaração Balfour, favorável à criação de um Estado judeu, a Grã-Bretanha tentou frear o movimento imigratório para não descontentar os Estados muçulmanos do Oriente Médio, com quem mantinha proveitosas relações econômicas; mas viu-se confrontada pela pressão mundial da coletividade israelita e, dentro da própria Palestina, pela ação de organizações terroristas.
Após a Segunda Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes judeus tornou-se irresistível. Em 1947, a Assembléia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes:
-um judeu e outro palestino. Mas tanto os palestinos como os Estados árabes vizinhos recusaram-se a acatar a partilha proposta pela ONU.
Em 14 de maio de 1948, foi proclamado o Estado de Israel, que se viu imediatamente atacado pelo Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano (1ª Guerra Árabe-Israelense). Os árabes foram derrotados e Israel passou a controlar 75% do território palestino. A partir daí, iniciou-se o êxodo dos palestinos para os países vizinhos. Atualmente, esses refugiados somam cerca de 3 milhões.
Os 25% restantes da Palestina, correspondentes à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, ficaram sob ocupação respectivamente do Egito e da Jordânia. Note-se que a Cisjordânia incluía a parte oriental de Jerusalém, onde fica a Cidade Velha, de grande importância histórica e religiosa.

Os principais acontecimentos :

1947 – A ONU aprova a partilha da Palestina em dois Estados – um judeu e outro árabe. Essa resolução é rejeitada pela Liga dos Estados Árabes.
1948 – Os Judeus proclamam o Estado de Israel, provocando a reação dos países árabes. Primeira Guerra Árabe-Israelense. Vitória de Israel sobre o Egito, Jordânia, Iraque, Síria e Líbano e ampliação do território israelense em relação ao que fora estipulado pela ONU. Centenas de milhares de palestinos são expulsos para os países vizinhos. Como territórios palestinos restaram a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, ocupadas respectivamente por tropas egípcias e jordanianas.
1956 – Guerra entre Israel e o Egito. Embora vitoriosos militarmente, os israelenses retiraram-se da Faixa de Gaza e da parte da Península do Sinai que haviam ocupado.
1964 – Criação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cuja pretensão inicial era destruir Israel e criar um Estado Árabe Palestino. Utilizando táticas terroristas e sofrendo pesadas retaliações israelenses, a OLP não alcançou seu objetivo e, com o decorrer do tempo, passou a admitir implicitamente a existência de Israel.
1967 – Guerra dos Seis Dias. Atacando fulminantemente em três frentes, os israelenses ocupam a Faixa de Gaza e a Cisjordânia (territórios habitados pelos palestinos) e tomam a Península do Sinai ao Egito, bem como as Colinas de Golan à Síria.
1970 – “Setembro Negro”. Desejando pôr fim às retaliações israelenses contra a Jordânia, de onde provinha a quase totalidade das incursões palestinas contra Israel, o rei Hussein ordena que suas tropas ataquem os refugiados palestinos. Centenas deles são massacrados e a maioria dos sobreviventes se transfere para o Líbano.
1973 – Guerra do Yom Kippur (“Dia do Perdão”). Aproveitando o feriado religioso judaico, Egito e Síria atacam Israel; são porém derrotados e os israelenses conservam em seu poder os territórios ocupados em 1967. Para pressionar os países ocidentais, no sentido de diminuir seu apoio a Israel, a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provoca uma forte elevação nos preços do petróleo.
1977 – Pela primeira vez, desde a fundação de Israel, uma coalizão conservadora (o Bloco Likud) obtém maioria parla mentar. O novo primeiro-ministro, Menachem Begin, inicia o assentamento de colonos judeus nos territórios ocupados em 1967.
1979 – Acordo de Camp David. O Egito é o primeiro país árabe a reconhecer o Estado de Israel. Este, em contrapartida, devolve a Península do Sinai ao Egito (cláusula cumprida somente em 1982). Em 1981, militares egípcios contrários à paz com Israel assassinam o presidente Anwar Sadat.
1982 – Israel invade o Líbano (então em plena guerra civil entre cristãos e muçulmanos) e consegue expulsar a OLP do território libanês. Os israelenses chegam a ocupar Beirute, capital do Líbano. Ocorrem massacres de refugiados palestinos pelas milícias cristãs libanesas, com a conivência dos israelenses.
1985 – As tropas israelenses recuam para o sul do Líbano, onde mantêm uma “zona de segurança” com pouco mais de 10 km de largura. Para combater a ocupação israelense, forma-se o Hezbollah (“Partido de Deus”), organização xiita libanesa apoiada pelo governo islâmico fundamentalista do Irã.
1987 – Começa em Gaza (e se estende à Cisjordânia) a Intifada (“Revolta Popular”) dos palestinos contra a ocupação israelense. Basicamente, a Intifada consiste em manisfestações diárias da população civil, que arremessa pedras contra os soldados israelenses. Estes freqüentemente revidam a bala, provocando mortes e prejudicando a imagem de Israel junto à opinião internacional. Resoluções da ONU a favor dos palestinos são sistematicamente ignoradas pelo governo israelense ou vetadas pelos Estados Unidos. A Intifada termina em 1992.
1993 – Com a mediação do presidente norte-americano Bill Clinton, Yasser Arafat, líder da OLP, e Yitzhak Rabin, primeiro-ministro de Israel, firmam em Washington um acordo prevendo a criação de uma Autoridade Nacional Palestina, com autonomia administrativa e policial em alguns pontos do território palestino. Prevê-se também a progressiva retirada das forças israelenses de Gaza e da Cisjordânia. Em troca, a OLP reconhece o direito de Israel à existência e renuncia formalmente ao terrorismo. Mas duas organizações extremistas palestinas (Hamas e Jihad Islâmica) opõem-se aos termos do acordo, assim como os judeus ultranacionalistas.
1994 – Arafat retorna à Palestina, depois de 27 anos de exílio, como chefe da Autoridade Nacional Palestina (eleições realizadas em 1996 o confirmam como presidente) e se instala em Jericó. Sua jurisdição abrange algumas localidades da Cisjordânia e a Faixa de Gaza – embora nesta última 4 000 colonos judeus permaneçam sob administração e proteção militar israelenses. O mesmo ocorre com os assentamentos na Cisjordânia. Na cidade de Hebron (120 000 habitantes palestinos), por exemplo, 600 colonos vivem com o apoio de tropas de Israel. Nesse mesmo ano, a Jordânia é o segundo país árabe a assinar um tratado de paz com os israelenses.
1995 – Acordo entre Israel e a OLP para conceder autonomia (mas não soberania) a toda a Palestina, em prazo ainda indeterminado. Em 4 de novembro, Rabin é assassinado por um extremista judeu.
1996 – É eleito primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, do Partido Likud (antes denominado Bloco Liked), que paralisa a retirada das tropas de ocupação dos territórios palestinos e intensifica os assentamentos de colonos judeus em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, em meio à população predominantemente árabe. O processo de pacificação da região entra em compasso de espera, ao mesmo tempo em que recrudescem os atentados terroristas palestinos. Em Israel, o primeiro-ministro (chefe do governo) é eleito pelo voto direto dos cidadãos.
1999 – Ehud Barak, do Partido Trabalhista (ao qual também pertencia Yitzhak Rabin), é eleito primeiro-ministro e retoma as negociações com Arafat, mas sem que se produzam resultados práticos.
2000 – Israel retira-se da “zona de segurança” no sul do Líbano. Enfraquecido politicamente, devido à falta de progresso no camiho da paz, e também devido às ações terroristas palestinas (não obstante as represálias israelenses), Barak renuncia ao cargo de primeiro-ministro. São convocadas novas eleições, nas quais ele se reapresenta como candidato. Mas o vencedor é o general da reserva Ariel Sharon, do Partido Likud, implacável inimigo dos palestinos. Pouco antes das eleições, começa nos territórios ocupados uma nova Intifada.
2001 – Agrava-se o ciclo de violência: manifestações contra a ocupação israelense, atentados suicidas palestinos e graves retaliações israelenses. Nesse contexto, Yasser Arafat, já septuagenário, parece incapaz de manter a autoridade sobre seus compatriotas ou de restabelecer algum tipo de diálogo com Israel, cujo governo por sua vez mantém uma inflexível posição de força.
Israel desocupou apenas sete cidades da Cisjordânia (uma oitava foi desocupada parcialmente), correspondentes a 3% do território cisjordaniano; deste, 24% encontram-se sob controle misto israelense-palestino e 74% permanecem inteiramente ocupados. Em termos demográficos, 29% dos palestinos estão sob a jurisdição exclusiva da Autoridade Palestina. Quanto à Faixa de Gaza, cuja importância é consideravelmente menor, nela permanecem apenas as tropas israelenses que protegem os colonos judeus ali estabelecidos.
Os grandes obstáculos para a implementação do acordo firmado entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat são:
a) A oposição das facções extremistas, tanto palestinas como isralelenses.

b) A posição militarista e intransigente do governo Sharon.

c) O estatuto de Jerusalém Oriental, que os palestinos almejam transformar em sua capital mas que já foi incorporada oficialmente ao território israelense, dentro do conceito de que a cidade de Jerusalém “é a capital de Israel, una e indivisível”.

d) O problema dos 150 000 colonos existentes em Gaza e na Cisjordânia e que se recusam a deixar seus assentamentos.

e) A disputa pelos recursos hídricos do Rio Jordão, pois parte de seu curso (na fronteira entre a Jordânia e a Cisjordânia) ficaria fora do controle de Israel.

f) O território palestino simplesmente não tem como absorver os quase 3 milhões de refugiados que habitavam terras do atual Estado de Israel e que continuam a viver, na maior parte, em precários campos de refugiados espalhados pelo mundo árabe – notadamente no Líbano.
A “Cidade Velha” .

A disputada “Cidade Velha”, dentro de Jerusalém Oriental, conta com locais sagrados de três religiões.

Os principais são:
- Muro das Lamentações, reverenciado pelos judeus como o único remanescente do grandioso Templo de Jerusalém;
- Mesquita da Rocha (foto acima), erigida sobre um rochedo de onde, segundo a tradição islâmica, a alma de Maomé ascendeu ao Paraíso;
- Igreja do Santo Sepulcro, construída sobre o lugar onde Cristo teria sido sepultado e, de acordo com a crença cristã, ressuscitou no terceiro dia.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

VOLTA ÀS AULAS

Devido ao aumento de vítimas da gripe suína, o Governo prorrogou o inicio das aulas para o dia 17/08/09.
Esses dias serão repostos posteriormente, mas quero já deixar aqui registrados, todos os conteúdos que serão trabalhados.
Quem tiver interesse já pode ir acompanhando, pois o ENEM se aproxima e qualquer dúvida ,podem perguntar, pois terei imenso prazer em respondê-los!
Abraços!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

ENEM

Aos atrasados, informo que foi prorrogado até domingo, 19/07, a inscrição para o ENEM. Não percam essa oportunidade!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

26 de abril - DIA MUNDIAL CONTRA AS DROGAS


Consumir drogas ou não é uma questão de opção – uma opção que deve ser feita com conhecimento de causa. No entanto, há demasiadas pessoas no mundo que estão mal informadas sobre os efeitos potencialmente devastadores das drogas. É por esta razão que necessitamos trabalhar em prol de uma educação melhor e de uma maior sensibilização, a fim de prevenir o abuso de drogas. Necessitamos de uma orientação mais sistemática por parte dos governos. Necessitamos de exemplos melhores de casos em que os efeitos nocivos do consumo de drogas não afetam apenas os indivíduos que as consomem, mas também outras pessoas.Precisamos levar as pessoas a compreenderem que as drogas são ilegais porque são um problema; não são um problema por serem ilegais. A droga causa problemas de saúde e mentais. Quando causam dependência, podem trazer sofrimento para os que as consomem e para as pessoas com quem eles convivem habitualmente. Quando consumidas via intravenosa, podem contribuir para a propagação de doenças mortíferas, especialmente o HIV/AIDS (VIH/SIDA). Quando produzem os seus efeitos devastadores, não respeitam limites de classe social, raça ou ocupação, nem limites geográficos.Temos de concentrar os nossos esforços sobretudo nos jovens – através de atividades de divulgação e redes entre pares, e utilizando oportunidades como o desporto para manter os jovens ativos, saudáveis e seguros de si. Isto implica incentivar os pais a empenharem-se em desempenhar plenamente o seu papel.Devemos também desenvolver esforços no sentido de reduzir a oferta – através da aplicação da lei e trabalhando com os países produtores com vista a oferecer aos agricultores alternativas sustentáveis à produção de culturas ilícitas. Ao fazê-lo, devemos procurar combater simultaneamente a pobreza e a oferta de droga.Este Dia Internacional de Luta Contra o Abuso de Drogas serve para nos lembrar que todos temos uma contribuição a dar.
A ONU está aqui para vos ajudar nesta luta. Armemos as pessoas da informação de que necessitam para dizer não à droga !!!
MENSAGEM DE KOFI ANNAN

sexta-feira, 19 de junho de 2009

GEOGRAFIA DAS RELIGIÕES



As três maiores religiões monoteístas do mundo são: islamismo, judaísmo e o cristianismo.

O cristianismo é uma das chamadas grandes religiões. Tem aproximadamente 1,9 bilhão de seguidores em todo o mundo, incluindo católicos, ortodoxos e protestantes. Cristianismo vem da palavra Cristo, que significa Messias, pessoa consagrada, ungida. Do hebraico mashiah (o salvador) foi traduzida para o grego como khristos e para o latim como christus.

A doutrina do cristianismo baseia-se na crença de que todo o ser humano é eterno, a exemplo de Cristo, que ressuscitou após sua morte.
A fé cristã ensina que a vida presente é uma caminhada e que a morte é uma passagem para uma vida eterna e feliz para todos os que seguirem os ensinamentos de Cristo, baseados na fraternidade e no amor ao próximo.Os ensinamentos estão contidos na Bíblia, dividida entre o Antigo e o Novo Testamento.

O Antigo Testamento trata da lei judaica, ou Torah. Começa com relatos da criação e é todo permeado pela promessa de que Deus, revelado a Abraão, a Moisés e aos profetas enviaria à Terra seu próprio filho como Messias, o salvador.

O Novo Testamento contém os ensinamentos de Cristo, escritos por seus seguidores. Os principais são os quatro evangelhos ("mensagem", "boa nova"), que são quatro versões mais ou menos semelhantes da vida de Cristo, escritas pelos apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João. Também inclui os Atos dos Apóstolos (cartas e ensinamentos que foram passados de boca em boca no início da era cristã, com destaque para os textos de São Paulo) e o Apocalipse (texto até hoje polêmico e que narra, basicamente, como seria ao fim do mundo).


O islamismo é a religião que mais cresce no mundo: 15% ao ano. São hoje mais de 1,3 bilhão de pessoas (7 milhões só nos EUA). Uma em cada cinco pessoas na Terra é muçulmana, outro nome dado aos seguidores do islamismo.Essa religião nasceu com a revelação do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão.

Foi revelado ao profeta Muhammad por volta de 622 d.C., em Meca (Arábia Saudita). Muhammad (570-632 a.C) recebeu e recitou o Alcorão aos seus companheiros, que o escreveram. A religião mais conhecida era, até então, a dos cristãos (e, em menor número, a judaica). Muhammad recebeu a palavra diretamente de Deus, como Abrahão, Moisés e Jesus. Assim como a Bíblia, o Alcorão também ensina que há apenas um Deus, que existe céu (com anjos) e inferno (com demônios), e que sua lei deve ser seguida à risca. Também é repleto de metáforas, provérbios e sentenças, que podem ser bem ou mal interpretados. Para os seguidores dessa religião, Jesus Cristo foi realmente um profeta enviado por Deus, mas sua missão não teria chegado ao final. Sua palavra não foi compreendida e aceita pelos judeus. Por isso houve a necessidade que viesse um outro profeta, que teria contato direto com o Onipotente. Ele veio completar a mensagem de Jesus, diz a tradição. Esse homem que traria a lei divina foi Muhammad, cujo nome foi traduzido incorretamente para o português como Maomé. A religião de Allah (como Deus é chamado pelos islâmicos) não aceita adoração de imagens e nem música instrumental, apenas percussão. Tampouco permite sexo antes do casamento. Mas, pelas leis religiosas, o homem pode casar com até quatro mulheres. Também como há um aviso divino no último livro da Bíblia, para que nenhuma palavra ou letra seja alterada, retirada ou incluída (no Apocalipse de São João, 22, 18-19), o mesmo acontece com o Alcorão. Como foi ditado por Deus, nenhum ser vivo pode tocar em seu texto original. Todo muçulmano que tiver saúde e dinheiro suficiente deve ir pelo menos uma vez na vida até Meca, na Arábia Saudita, onde está a Mesquita Sagrada. Lá, o fiel deve dar sete voltas em torno da primeira grande edificação sagrada, a Caaba. Há outras atividades e locais que devem ser visitados, como o Monte Arafat e a cidade de Medina _para onde Muhammad migrou quando foi perseguido em Meca. Essa saída de Muhammad de Meca é chamada de hégira ("migração") e marca o início do calendário muçulmano. Marca o momento em que todo um povo pagão passou a seguir os preceitos do islamismo.

O ano muçulmano é medido pelas 12 revoluções completas da Lua em torno da Terra. Numa média, seu ano é 11 dias menor que o nosso ano solar. Em 26 de março de 2001, entramos no ano 1422 de seu calendário. Durante o controle de Meca, surgiu com força a idéia e sensação coletiva de que todos os muçulmanos são irmãos e que devem combater todos os homens até que reconheçam que só há um Deus.

O Islamismo tem cinco pilares, fundamentos obrigatórios para quem quer segui-lo à risca :

1) Testemunhar que só há um Deus;

2) Rezar cinco vezes ao dia;

3) Dar 2,5% de seu lucro líquido para as pessoas mais carentes;

4) Jejuar no mês de Ramadã;

5) Peregrinação à Meca pelo menos uma vez na vida.



A história do judaísmo começa com Abrahão, por volta do ano 2.100 a.C. Abrahão morava na Mesopotâmia quando recebeu uma mensagem de Deus ordenando-o a abandonar sua terra natal e a seguir para um novo local, onde seria "fundado" o povo de Deus. A esse povo Deus garantiu bençãos, favores e sua predileção. O local escolhido foi a terra de Canaã.Abrahão obedeceu e partiu. Mais tarde, quando morreu, seu poder foi passado ao filho Isaac e deste para Jacob, que por sua vez o dividiu entre seus 12 filhos. Um deles era José, que mais tarde seria vendido como escravo ao faraó, rei do Egito. José era tão sábio e foi tão querido pelo faraó (rei do Egito) que ganhou um cargo e poderes imensos: chegou a ser uma espécie de vice-rei. Imediatamente José tratou de dar a seus irmãos mais terras, para que as cultivassem. Assim os israelitas começaram a prosperar.

Esse foi o problema: prosperaram tanto e se tornaram tão ricos e tão numerosos que assustaram o reino egípcio. Resultado: foram subjugados militarmente e submetidos à escravidão. O faraó ainda não estava satisfeito. Pretendia interromper de forma definitiva sua expansão: decidiu que todos os varões que nascessem nas famílias israelitas deveriam ser mortos. E assim foi feito, e de forma cruel. Às meninas, no entanto, era dado o direito à vida. Um desses bebês, cujo destino certo era a morte, foi escondido por seus pais dos soldados egípcios. Os pais conseguiram isso durante três meses. Quando a vida do bebê passou a correr perigo iminente, seus pais o colocaram numa cesta e o soltaram no rio Nilo. Quis o destino que uma das filhas do faraó visse o cestinho boiando nas águas e ouvisse o choro do bebê. Ela tratou de resgatá-lo e o menino ganhou o nome de Moisés, ou Moschê, que pode significar "retirado" ou "nascido das águas". Moisés cresceu e estudou dentro do reino egípcio, sempre muito bem tratado, apesar de sua salvadora saber que era filho de hebreus.Um dia, enquanto ainda vivia no reino, Moisés foi visitar seus "irmãos" hebreus e viu um deles ser ferido com crueldade por um egípcio. Irado, Moisés matou o egípcio e escondeu seu corpo na areia. Mas as notícias correram rapidamente: o faraó soube do crime e decidiu mandar matar Moisés. No entanto, ele conseguiu fugir para a terra de Madiã. Foi ali que ele conheceria sua primeira mulher, filha do sacerdote local, chamada Séfora. Ela lhe deu um filho, que ganhou o nome de Gerson (que significa "hóspede")."Porque sou apenas um hóspede em terra estrangeira", diz Moisés no capítulo 2, versículo 22 do Êxodo. Passaram-se os anos, o faraó que perseguia Moisés morreu, mas os israelitas (ou hebreus) continuavam sob o jugo egípcio. Diz a Bíblia que Moisés se compadeceu do sofrimento de seu povo e clamou a Deus pelos seus irmãos. Deus o ouviu. Deus apareceu para Moisés pela primeira vez numa fogueira de sarça, feita no monte Horeb. E lhe disse: "(...) Eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios. Vai, te envio ao faraó para tirar do Egito os israelitas, meu povo (Êxo, 3, 9-10)." Apesar de achar que nem o novo faraó nem seus próprios irmãos acreditariam nele, Moisés fez o que Deus mandou. Voltou ao Egito e contatou o faraó. Este parecia inabálavel na decisão de manter os hebreus escravos.O faraó só mudou de idéia depois que viu seu reino ser atingido por dez pragas enviadas diretamente por Deus. Finalmente, ele permitiria a libertação dos israelitas. Na verdade, foi uma expulsão. É aí que começa a primeira grande movimentação de um povo na história. A Bíblia fala em 600 mil vagando pelo deserto durante 40 anos, em direção à terra prometida. Atravessaram o golfo ocidental do Mar Vermelho.
Nasce o Judaísmo.Durante essas quatro décadas Deus comunicou-se diretamente com Moisés e deu todas as leis a serem seguidas por seu "povo eleito". Os dez mandamentos, o conjunto de leis sociais e penais, as regras dos alimentos, os direitos sobre propriedades... Enfim, tudo foi transmitido por Deus a Moisés, que retransmitia cada palavra ao povo que o seguia. Era o nascimento do Judaísmo. A missão não foi fácil nem para Deus: durante os 40 anos que "acompanhou" os israelitas no deserto, o Todo-Poderoso voltou a constatar os terríveis defeitos da natureza humana. Cansados, sem esperança e desconfiados de Moisés, muitos iriam atacá-lo e criticá-lo. A incredulidade e a desobediência dos israelitas eram tamanhas que, algumas passagens, Deus pondera em destrui-los e a dar a Moisés outro povo (a primeira vez que Deus "lamenta" ter criado a raça humana está em Genesis 6, 6).Mas Moisés não queria outro povo. Clamou novamente a Deus para que perdoasse os erros dos israelitas. Era com eles que queria seguir até a terra prometida. Deus aquiesceu. Moisés levou a cabo sua missão. Subiu as planícies de Moab ao monte Nebo, em frente a Jericó (hoje uma área sob controle palestino) e legou aos seus descendentes o Torah (o Velho Testamento). "Eis a terra que jurei a Abraão, Isaac e a Jacó dar à tua posteridade. Viste-a com os teus olhos, mas não entrarás nela (disse Deus). E Moisés morreu." (Deut, 34, 4-5). "Não se levantou mais em Israel profeta comparável a Moisés, com quem o Senhor conversava face a face." (Deut, 34, 10). E os judeus passaram a seguir apenas as leis do Torah.

Jesus Cristo não é aceito como filho de Deus, como diz o Novo Testamento, conjunto de livros que é desconsiderado pela religião judaica.